terça-feira, 13 de setembro de 2005

Faz-me sentir...

Não me digas que...
sou bonita...
elegante...
excitante...
boa amante...
envolvente...
inteligente...
meiga...
amiga...
cúmplice...
Não me digas que me desejas...
Não me digas que só eu te sei dar prazer...
Não me digas que sou uma grande mulher...
Não me digas que tens sorte em me teres a teu lado...
Não... Não me digas.
Não quero palavras.
Quero que me faças sentir... que tu, AMOR, sentes tudo isso por mim.
Vem... amor... faz-me sentir-te...
AMO-TE.

Gostaste?... De que te ris???
Adoro esse teu ar de bébé maroto...

8 comentários:

almaqueabsorveaslagrimas disse...

MAs que post de bonito :D

Envolvente.
Gostei.

beijo *

Alma Azul disse...

E é tão bom quando nos fazem sentir isso tudo...
tranquilo o teu cantinho, gostei. ;-) bjo

Lis57 disse...

Olá visible silence

Sabe muito bem ouvir dizer tudo isso....mas a maior prova de amor que podemos ter é sermos amadas em silêncio e também sabermos amar em silêncio Para quê dizer «amo-te»???? O amor não se apregoa....sente-se, vive-se.

Um beijo

pipetobacco disse...

{ ...

"quisera que (eu) fosse um corpo, e não um aeroplano aterrado; por ou com defeito «sim, podia ter sido bem pior, como ter rosto múltiplo...»; por conseguinte gerado sem agremiação; forjado quadrado que fosse cadáver ou busto – quase plano com asas e suporte – revelava-se completo o desejo. e desejo, que fosse, talvez: nascido em despovoado mas voado espírito prisioneiro se fosse querido – a fachada clara, rasgada por poeira flutuante no ar com alento vital; «ter nascido num aeródromo plano e raso (e talvez me iluda mais agora - desmedido e sempre excessivo, mais que destemido, à escuta, preciso (rigoroso) – me engane mais agora nesta (errada e lacónica) interpretação de um sonho, com asas, (motor e trem)) e não ter que criar raízes ou delas depender.» demasiado de perto, quase só em primeiro plano, - olho pela janela do meu apartamento (hangar, se de «um» metal me tratasse, e não corpo fosse liga), ergo a vista tentando ver ou na tentativa de ver o mundo liso, «mais que fácil, mais claro, e de superfície plana», (de olhar oculto, sem arriscar os olhos, vejo o) mundo a que ainda pertenço (nascido; e acordando), desorganizado neste corpo dirigente vou desmantelando o sonho - o aeroplano aterrado (primeiro aquilo que permite o contacto com o solo, depois o impulso) - «e quisera (eu ser; ter) asas em vez de lágrimas ou braços»..."

© ricardo biquinha, in “um quase nada”

... }

Paula Raposo disse...

Diz-se tanta coisa...e não se sente nem um terço!! Não são necessárias palavras, tal como o visiblesilence, isso é que é importante! Gostei muito. Obrigada pelo teu comentário no meu blog, espero que me visites mais vezes, e eu também passarei por aqui, porque estou a gostar. Beijinhos

Doces Momentos disse...

Que bom que é amar em silêncio... porque há silêncios que dizem mais que mil palavras.
Gostei de te ler.
Beijito doce

lazuli disse...

Vim conhecer-te e dizer que belo é o teu poema, nesse..

"Não me digas que tens sorte em me teres a teu lado...
Não... Não me digas.
Não quero palavras"

Dizer que as tuas palavras são sensíveis e doces

"Não me digas que sou uma grande mulher...
Não me digas que tens sorte em me teres a teu lado...
Não... Não me digas"

Dizer que tens um dom

"Não me digas que...
sou bonita...
elegante..."

Um dom de encantar, com palavras simples

"cúmplice...
Não me digas que me desejas..."

Palavras de corpo e alma, palavras de querer

"Não me digas que...
sou bonita..."

Palavras de amor.

"Faz-me sentir..."

Sentir que sentes as tuas palavras.

Um abraço desta tua nova leitora
Fernanda Guadalupe

Å®t_Øf_£övë disse...

Visible Silence,
Quando há amor não é preciso dizer nada porque os olhos falam por nós...
Quando há amor é tal e qual como tu dizes... não é preciso dizer nada, porque o amor é para sentir, não é para ser falado.
Beijinhos.

Enviar um comentário